Conheça meus livros

Arqueologia das dores (romance)

Malu diz adeus à casa onde vive com Alberto, seu marido. Por meio de um mosaico de objetos da casa, Malu narra uma história de amor e sua finitude. A crise no casamento é agravada pela chegada de Lurdes, sua sogra, diagnosticada com demência. Silenciada por tantos anos, a voz de Lurdes se liberta de amarras e narra as violências – imaginadas ou vivenciadas? – na sua condição de empregada doméstica escravizada pelos Menezes, uma família da elite paulistana. Alberto, aparentemente, se mantém indiferente à mãe e à esposa, especialmente quando Malu expressa suas dores e a exaustão pelos cuidados paliativos com a sogra.

Arqueologia das dores é um romance sobre a experiência humana mais universal, o luto, no qual relações familiares e amorosas são atravessadas por dinâmicas de poder que definem, tacitamente, padrões de gênero e quem será submetido, silenciado e explorado.

Uma canção desafinada de Luísa para Ravi (poesia)

É possível cantar o amor quando o contato é um risco e a morte ronda noites e dias de forma implacável? Talvez seja nesse momento que o canto se faz ainda mais necessário. Mesmo que seja uma canção desafinada, som agudo do desejo. Porque versos se tornam afago, a voz se faz carícia – única presença física, única forma de sentir o corpo ausente. Esse livro é poesia, mas também é narrativa – uma história sobre a espera, o (des)encontro e a concretude amorosa das palavras.

Falso Infinito (poesia)

A vida é uma pensão em que alugamos quartos apertados, tecidos e sapatos cobrem incomodamente a pele, andamos como manequins, almas arrancadas expostas nas vitrines. Mas também é anseio pelos amplos espaços, pelo voo sem peso no corpo ou na alma, pelo amor que dure mais que as rosas do jardim de Adônis. E se a paixão é um falso infinito, o poema permanece, palavras graúdas que não se deixam sufocar. É na poesia que desafiamos nossa finitude.

Nem asas pelos ares (poesia)

 “Um poema como um pedido ao tempo: de que passe devagar ao transformar meninas em senhoras, igrejinhas azuis e setembros em paisagens que já vão longe, desbotadas pelos dias.  Versos honestos, sinceros, plenos de delicadeza: é assim em Nem asas pelos ares, de Lia d’Assis.

Já no início do livro, a poeta adverte, sem rodeios: “Leia sossegado/ Poesia/ não rima/com prazo”.  No silêncio das reticências que aparecem no fim do poema, Lia pede ao leitor que esqueça o tempo dos relógios, o Chronos, para viver em Kairós, tempo do sentir. E é só assim que […]

[…] a viagem pelos versos de Lia pode se completar, com os olhos e ouvidos atentos, com o peito aberto pro que há de vir. E vem. A poesia chega nos mínimos detalhes, discreta, disfarçada de corpo que dança, em sons quase inaudíveis. Em primaveras, no encontro com o outro, na sede que a alma sente. No mar de ondas de um certo cabelo. No sono tranquilo dos meninos que olham o mundo com novidade”. (Mariana Paiva)

Janelas Abertas (juvenil)

Há muitas coisas que ninguém sabe sobre Jéssica. Ela mora em um bairro nobre da cidade, mesmo sendo filha de uma empregada doméstica, mas esconde de todos a profissão de sua mãe e o fato de morarem na casa dos patrões. Mas o que Jéssica não sabe é que ela não é a única a esconder segredos. Os conflitos com D. Bárbara, a “senhora”, a “sinhá”, como ironiza Jéssica, intensificam-se quando esta percebe a afeição e a fidelidade de Jacira, sua mãe, para com a patroa. Que fatos ligariam o passado dessas duas mulheres? É isto que Jéssica acaba por descobrir, ao se deparar com seu próprio passado.

Embaixo da cama (infantil)

Era para ser um dia como todos os outros, mas Joana e seu amigo Mauro encontraram um estranho filhote vindo direto do planeta Uxsoleius. Então, tudo virou aventura!

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